“Estou indo para o céu. Vou te ajudar de lá”


As últimas palavras de uma das vítimas do incêndio em um prédio de Londres para sua mãe

Goria Trevisan é linda! Uma jovem belíssima e normal. Marco, seu namorado, também é muito bonito. Parecem felizes. Estão ali, com seus belos rostos estampados em seus perfis nas redes sociais – e agora também nas páginas dos principais meios de comunicação.

Eles aparecem na lista de desaparecidos do prédio que pegou fogo em Londres. Mas, segundo o advogado da família, não há motivos para acreditar que eles continuem vivos.
Pamela Pizziolo | Facebook | Fair Use
Eu não cheguei a confirmar se Marco ligou para seus pais, se eles também tiveram essa terrível graça de poder acompanhá-lo até o extremo da vida. Os pais de Glória, que moram na Itália, puderam fazer isso porque ela telefonou para eles algumas vezes. Tarde da noite eles ficaram sabendo o que tinha acontecido no condomínio velho de 27 andares, onde os jovens moravam.
Depois que fui mãe (há 13 anos), descobri o que são as fortes cordas que unem os filhos às nossas vidas. Para sempre. Gloria, sem mãe, seria órfã; a mãe e o pai dela, sem ela, serão sempre pai e mãe de Gloria.
Como eles viveram as horas, os minutos, entre uma chamada e outra?
Estou impactada com a valentia desses pais. Como a permanência deles ali, naquele lugar angustiante, dando força um ao outro, e esperando sempre. E aproximando-se cada vez mais da filha, apesar da distância física que os separava. Foram muitos “e se”, vários metros de “te sinto” e “sentirei saudade, mas vá e seja feliz”. “Te apoiamos daqui”.
Sinto alívio ao ver estes sentimentos narrados, por saber destas provas enfrentadas com forças heroicas por esses pais. Teriam eles chegado no fundo de suas reservas? Aonde se chega nestes casos? À medula? Às vísceras? Ao coração, que como órgão vital deve ter sofrido um choque, mas se manteve vivo?
Penso somente nas coisas bonitas que Gloria disse para sua mãe. As poucas, as únicas coisas para serem ditas. Obrigada. Estou indo. Morro, mas vou viver. Eu te ajudarei do céu.
Quem sabe que fé tinha esta moça? Quem sabe o quão cuidadoso foi o anjo da guarda dela naquele momento, e o quanto ele deve tê-la consolado? Quem sabe a surpresa quando ela viu o rosto dele? Como escreve Eugenio Corti em El Caballo Rojo: “Esteban morre, enquanto morre, tudo volta ao revés e ele o vê. Vê, magnífico, seu anjo”.
Se Gloria disse “estou indo para o Céu” em um momento desses, trágico, definitivo e com essa presença de espírito, parece-me que ela tenha intuído ou chegou a crer que estava morrendo.
Não é a frase que encontramos nos comentários do Facebook, alternada com o R.I.P.. Não é o desejo, às vezes infantil, que encontramos por aí. Longe da dor e da morte, isso se torna absurdo para nós, povo cansado, que já se esqueceu de Cristo e sua Redenção. Não. Se ela disse isso naquele momento, ela sabia o que estava dizendo.
Como sabemos nascer quando bebês (nós nos viramos para passar os ombros, abaixamos a cabeça para sair pelo canal do parto, empurramo-nos para fora, para a luz), assim, da mesma misteriosa maneira, todos nós deveríamos saber morrer. Que graça teve Gloria por ter se preparado para o momento mais importante de sua vida.
A hora da morte estava se aproximando e ela sabia. Juntamente com seu namorado que, até que pode, a tranquilizou, se tranquilizou e tranquilizou seus futuros sogros. Mas a fumaça de um incêndio é aterrorizante.
Isso já aconteceu comigo, com meu marido e minha primogênita (eu estava grávida). Fomos acordados no meio da noite com os gritos de um vizinho que tocou a campainha (Deus o abençoe sempre). Nós nos levantamos, saímos correndo, respirando com dificuldade, tossindo, com os olhos lacrimejando, sem ver as paredes e lutando para chegar até as escadas, pensando somente em respirar ar fresco e puro, com o coração batendo na cabeça. Mas o nosso caso foi algo insignificante, comparado a esta tragédia.
Por isso é importante estarmos prontos, vigilantes, presentes.
A Ave-Maria nos une em um só ponto: nunc et in hora mortis nostrae. Gloria estava na sua hora e, com a fumaça asfixiante que encheu seu apartamento, a sua hora se tornou aquela hora, a hora de sua própria morte.
A família Gottardi afirma que até que provem o contrário, continuarão esperando que o rapaz esteja vivo. E também a moça. Claro, cabe esperar. Desejo que possam voltar a abraçá-los ou que possam recuperar os restos mortais. Não ter nem sequer o corpo do filho morto – se seus nomes passarem da lista de desaparecidos para a das vítimas – é uma enorme dor.
De longe, imagino a dor, o desespero destes pais, a vontade que eles têm de acusar neste momento todo um país que está cheio de culpas, que é covarde, que esmaga os jovens, mortifica as famílias, as mães, os pais, os filhos…
Eu entendo perfeitamente. A filha deles, bela, inteligente e tenaz estava lá, longe deles, depois de uma licenciatura, cheia de vida e projetos. Estava lá para poder trabalhar dignamente e ganhar o dinheiro que poderia ganhar perto dos pais. Que raiva!
No entanto, eles deverão se render ao fato de que isso, embora seja uma injustiça social, não basta para explicar o fim da vida de Gloria.
Espero que eles tenham criado e educado Gloria na certeza do Céu, na segurança de que nascemos para viver na alegria, serenidade e satisfação de construir algo bonito e, sobretudo, para amar e sermos amados. Mas também que nascemos para morrer e morremos para viver para sempre.
Espero que eles possam lembrar, agora que tudo parece inútil, que a felicidade existe e, com a graça de Deus, entraremos em seu Reino e ali sabemos que nenhum incêndio o destruirá. Nenhuma fumaça tirará a nossa respiração. Nenhum país nos afundará.
A última chamada de Gloria para sua mãe foi às 4 horas. Segundo o que foi publicado pelo Corriere, a moça disse: “Mamãe, estou morrendo. Obrigado por tudo o que você fez por mim”. Depois, o adeus: “Estou indo para o céu. Eu te ajudarei de lá”.
Como sempre fazem os filhos, ela pediu ajuda aos pais, apesar da evidente impotência deles. O que eles poderiam fazer da Itália? Eles foram submetidos a uma dor e um estresse enormes. Queriam estar com ela. E ela, pobre moça, a quem poderia recorrer se não a quem lhe trouxe ao mundo e a amou?
E, no fim, com sempre fazem os filhos encurralados, disse o essencial: obrigada. Estou indo. Vou ajudá-los.
Se as chamas a levaram, esperamos que tenham também queimado os pecados que ela possa ter cometido. Esperamos que ela tenha pensado: “Maria, ainda preciso de minha mãe. A senhora está aí?”
E sabemos que Maria Santíssima, a bela moça de Nazaré, tem uma certa experiência em acudir a humanidade inteira com o seu “sim”.
via: Aleteia

Elba Ramalho: “Reencontrei Nossa Senhora e voltei para a Igreja católica”



A cantora brasileira Elba Ramalho dá um testemunho assombroso de fé consciente, voluntária e adulta ao contar por que, depois de “perder-se” em sua juventude, decidiu retornar à Igreja católica em que tinha sido criada desde a infância.

Algumas declarações capazes de arrepiar:
Sobre a infância de fé:
“Nossa Senhora da Conceição era nosso farol e nossa guia”
Sobre o afastamento de Deus durante a juventude:
“Liberdade excessiva acaba se tornando uma prisão”
“Passei por experiências difíceis e delicadas, com droga, com loucura, com abortos, exaltando sempre a minha ‘liberdade’ e meus ‘direitos’”.
Sobre a conversão:
“Até que reencontrei Nossa Senhora de uma forma mística, bonita, profunda… Através dela, das suas mãos maternais, do seu útero materno, através de toda a história do seu ‘sim’, do seu ‘fiat’ [nota da redação: ‘faça-se’, em latim; refere-se à resposta de Maria na Anunciação: ‘Faça-se em mim segundo a Vossa vontade’], que representou a salvação do mundo no processo onde se encerra todo o mistério da nossa religião, que é a Trindade Santa, eu voltei para a Igreja católica, para os ritos e dogmas da minha Igreja”.
“Quando eu vejo uma pessoa dizer ‘Sou católico não praticante’, eu digo ‘Não conheço essa religião’, porque o católico praticante conhece o Evangelho, conhece a Palavra, vai à Missa, confessa, confia na Misericórdia, é um grande profeta, evangelizador, caminha guiado pelos passos de Nosso Senhor Jesus Cristo”.
“Tenho horror ao pecado embora seja uma grande pecadora”.
“Foi pela Misericórdia de Jesus que eu fui resgatada do peso de ter feito aborto. Ele me disse: ‘Agora vá defender vidas’. Por isso eu me juntei ao movimento pró-vida”.
Ouça uma pequena parte do depoimento (são apenas 3:45 minutos) da boca da própria Elba, neste trecho de uma impactante entrevista que ela concedeu há 5 anos à ACI Digital:


Fonte: Nossa Senhora Cuida de Mim - via: ComCafé

Oração do milagre, você está preparado?

A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo, texto

Oração do milagre.

Senhor meu Deus e meu pai, peço-te senhor amado, olhe para o teu filho aqui, cuide de minha vida, da minha casa e de minha família, realize os milagres que tanto prometeste em sua santa palavra, pai eu creio nos milagres que tens pra mim, eu preciso muito ver ainda essa semana os milagres que tanto peço e confio! Pai a tua palavra diz em Mateus 21:22 que tudo o que eu pedir crendo eu receberei! 


Pai eu confio no senhor e compartilho essa mensagem porque assim como o senhor está me abençoando, eu quero que o senhor abençoe meus amigos também. Eu oro e confio no senhor que é pai, filho e espírito santo, amém.

Não copie essa mensagem, compartilhe nos outros grupos também. compartilhe essa benção. Creia no único capaz de realizar os desejos do seu coração.

Minha resposta é você


Oi.

Desculpa, antes de qualquer coisa, eu andar tão distante de ti. Talvez você saiba mais do que eu que esse mundo tira muitas coisas de nós. Inclusive o tempo.

Não sei se andou também muito ocupado, então vou te contar um pouquinho sobre mim, caso não saiba, tá bem? É que ultimamente tenho sentido muito sua falta.

A verdade é que meu coração anda cansado de tanta coisa. Ele, que sempre amou demais, anda batendo devagarinho, como um relógio velho que não marca mais as horas direito. Talvez tenha desaprendido a lutar.

Uma vez me disseram que poderia encontrar seu apoio em livros. É, eu li. Algumas partes não consegui entender bem, confesso. Já te admirei só pelas partes que eu consegui. Mas sinto que não é lá que moras.

Às vezes me pego pensando no porquê da vida ter exigido tanto de mim. Desde cedo, sabe? Muitas lutas, algumas lágrimas, renúncias. Eu aprendi a viver entendendo que nem todos saberiam me amar. Que alguns não sabem nem amar a si. E a gente só dá aquilo tem, não é?

Eu sei, não posso reclamar. Tenho poucos, mas tão especiais amigos ao meu lado. Pessoas que enfrentaram o mundo para me ter por perto. Talvez uma pessoa em especial, minha mãe. Que me deu milhões de motivos para sorrir, mesmo em dias de tempestade. Ouvi dizer que a sua também. Ouvi dizer que mães são anjos.

Quando criança achava que nunca sofreria por amor. Continuo acreditando nisso. Acreditando que amor não tem a função de ferir. É a gente que não sabe mesmo aceitar o outro. Porque quem amamos tem que ir para tão longe? Esse longe que – em meio a um milhão de motivos e algum orgulho – nos impede de dizer oi. Nos impede de pegar um táxi e ir aguardar a nossa alma chegar de avião em uma tarde chuvosa de inverno. A nossa alma que não é gêmea, mas que é tão similar.

Pareço boba para você? Talvez eu esteja vendo tudo através de lentes meio sujas. Talvez esteja enxergando apenas o teto, em meio a imensidão de estrelas que nem sei o nome. Talvez me falte fé.

Me diz, onde moras? Porque não consigo te encontrar nos locais em que chamam de seu lar? Porque repetições de frases sem sentimentos não explicam para mim quem és. Mas eu consigo sentir.

E depois de algumas lutas, e depois de tantas lutas eu venho aqui admitir que preciso do seu amor. Que preciso abrir meus braços e entregar todo meu ser a ti. Porque eu não aguento mais o peso de ser apenas eu. Me disseram que tu és luz. Me ajuda a ver o caminho, que anda tão confuso e escuro.

Hoje, na varanda, vi a lua. Minguante, não sei. Vi a lua e pensei que talvez seja hora de entregar meus sonhos a ti. Meus desejos a ti. Talvez seja a hora de confiar e aceitar que eu não sei tudo.Mas tu, tu sabes! Ouvi dizer que tu sabes o que fazer em momentos como esse. Me disseram que eu preciso acreditar.

Então, meio tímida e sem jeito por andar tão sumida, e sem saber direito ainda onde moras, venho abrir meus braços e dizer – com todo o meu ser –  que eu aceito Jesus que o senhor tome de minhas mãos algumas ferramentas que não estão me ajudando a seguir. Leva elas embora. Que minhas mãos fiquem livres e leves para receber apenas as que vão me ajudar a construir um amor genuíno dentro de mim. As que vão me ajudar a construir uma relação tão estreita com tua vontade que nenhum martelo Jesus, nenhum martelo irá tocar as paredes da minha alma sem a Tua permissão.

Talvez eu não tenha méritos para pedir, mas me contaram uma vez que seu amor é puro e sua compreensão, infinita. Compreendes então que eu não posso mais seguir sem saber quais são os seus planos para mim? Eu vou esperar tua resposta Jesus, porque eu sei que ela virá. Como uma pena que caiu de um pássaro em voo. Ela virá lentamente e na hora certa. Como pluma ela cairá sobre meus pés, e eu, sabendo disso, olharei com atenção para esse pequeno detalhe em meio a um mundo que nos tira o tempo. E saberei, com alegria, que és tu.

O que achou do texto? Deixe seu comentário e leia mais textos da Raquel aqui.