UM AMOR DE VINIL



A tecnologia avançou tanto que as vezes me sinto perdido: iphones, ipad's, nuvens virtuais e televisões de Led. Troca-se tudo tão fácil que tornou-se um desafio não ser trocado. A maioria dos romances estão armazenados em pen drives tortos e desgastados. Fulana terminou com ciclano que se apaixonou por beltrano e por ai vai. A rede de compartilhamento é extensa e o amor se dilui em fragmentos vazios ao longo dos likes e retweet's conquistados. Que me desculpem os amantes da tecnologia e das paixões humanas fracassadas. Eu quero viver um romance vintage e tradicional, lento e vagaroso, daqueles cafés que ainda tocam discos de vinil: um risco suave que produz uma sonoridade única.