Não defina. Sinta e descubra.



— Tá acontecendo alguma coisa, amor?
— Não, nada. (Tá sim, muita coisa. Cara, acorda pra essa tua vidinha. Vou te dizer umas paradas aqui e você, ao escutar, se ponha no meu lugar e veja se você iria gostar se eu fizesse o que você anda fazendo. Óh, para de dar moral pra essas meninas que vivem curtindo e comentando suas fotos. É chato eu ter que ficar vendo essas coisas. Deixa de trocar mensagens com outras pessoas enquanto você estiver aqui comigo. É deselegante, não é legal. Quero sua atenção, então desliga a merda do seu celular e senta do meu lado e fique quieto. Responde depois; sei lá, uma outra hora. Para de se assanhar pro lado das minhas amigas, larga de ser burro, elas vão me contar tudo. Fica na tua, pô. E ao andar comigo por aí na rua, pelo menos disfarça ao olhar pra outra mulher porque eu observo tudo. 



Você precisa manter mais a sua postura, cara. Sei que não tenho direito de te cobrar tantas coisas assim, mas meu, trate de se comportar um pouquinho. Tenha um pouco mais de respeito pela minha pessoa. Entende? Não, você não entende. Você finge que entende. Agora já pensou se eu fizesse isso tudo? Qual seria sua reação? O que faria? Tenho certeza que iria ficar puto de raiva e viver me dando comida de rabo, né? Mas não, meu bem. Sou totalmente diferente de ti. Quando tô com alguém que eu gosto o respeito anda do meu lado. Quando tô com alguém de verdade minha postura fica aqui no peito. E você não tá merecendo nada disso, babaca. Se comporte, viu, se não tu vai acabar é me perdendo.) Não, nada não!
— Tem certeza, amor?
— Tenho. (Otário.)