O que aprendi com a perda.



Não posso negar que algumas das pessoas que mais me decepcionaram também desempenharam um papel importante em minha vida: me ensinaram a ser forte. Temos que ser tolerantes quanto as falhas dos outros também, afinal, somos igualmente imperfeitos. A questão é conhecer seu limite: se o perdão te leva a um ciclo vicioso de dor, por que insistir? Não é egoísmo, é simplesmente entender que algumas pessoas não valem a pena. Mas que sempre vão existir aquelas que te farão mudar de ideia e, por elas, não podemos nos desmotivar.

Eu costumava pensar que ninguém fosse insubstituível, mas quanto mais o tempo passa, percebo que algumas das pessoas que partiram foram as que mais me marcaram, e não porque me fazem falta, mas porque me ensinaram a seguir em frente sem arrependimentos. Quando alguém não nos aceita, pede para que mudemos e nos julga ao invés de ajudar, claramente, não é alguém que serve pra gente. Amor é quando se quer o bem do outro, já apego é quando se quer que seja outro.
Relacionamentos não seriam tão complicados se as pessoas dissessem aquilo que sentem e ouvissem mais o próprio coração e menos a boca dos outros. Ou simplesmente, não desistissem um do outro por medo de tentar. Todo mundo precisa de alguém que lhe ajude a superar o medo. Inclusive as pessoas mais fortes, são elas que mais precisam. O amor é difícil para o indeciso, é intenso para o apaixonado, mas para aquele que é forte, admitir estar envolvido, é um ato de coragem.
Às vezes, pra que a gente se sinta bem, temos que afastar algumas pessoas, enterrar sentimentos, quebrar promessas. O único compromisso que a gente tem é com a nossa própria felicidade, não dá pra ser fiel ao passado e esperar por um futuro melhor. Desapego é não temer ser aquele que saiu perdendo. Se eu não tivesse ficado sozinha, sem chão, perdida, não teria aprendido como cuidar de mim, me reerguer, e continuaria achando que precisava de quem fizesse isso por mim. Hoje eu preciso é de quem saiba que mereço mais do que uma companhia.