Mãe e viúva de jogador da Chapecoense trocam socos durante velório



Em um momento já de profunda tristeza, dor e consternação, uma cena que ninguém gostaria de ver: durante o velório do lateral-direito Gimenez, que morreu no trágico voo da Chapecoense, a mãe e a viúva do jogador se xingaram e trocaram socos ao lado do caixão que abrigava o corpo de uma das 71 vítimas do acidente aéreo ocorrido na última segunda-feira, em Medellín.


O velório ocorreu neste domingo na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, no estádio Santa Cruz, onde o Botafogo, time local, costuma mandar as suas partidas. Gimenez havia nascido em Ribeirão e recebeu bastante apoio da família e amigos na despedida.
Pessoas que estavam próximas ao caixão e visualizaram a briga informaram que Rosana Gimenez, mãe do jogador, e Patrícia, viúva, nunca tiveram boa relação. Assim que chegou ao velório, Patrícia solicitou que o local fosse fechado somente a ela por 15 minutos, com isso, a tenda improvisada ficou sem a presença de familiares e amigos. Mais tarde, Rosana abriu os portões e chamou os torcedores novamente.
As duas trocaram xingamentos e agressões até serem totalmente apartadas por pessoas que estavam próximas. Ambas deixaram o local chorando muito. Os presentes ainda fizeram questão de homenagear o jogador gritando "Gimenez, Gimenez" e "É campeão!". O corpo de Gimenez será transportado até Cravinhos, onde será enterrado.
Gimenez foi um dos 19 atletas que perderam a vida na tragédia que vitimou a delegação do clube de Santa Catarina, que se preparava para disputar o jogo de ida da final da Sul-Americana na última quarta-feira, contra o Atlético Nacional, de Medellín. No próximo dia 21, quando o conselho da Conmebol volta a se reunir, a entidade deverá declarar oficialmente a Chapecoense campeã do torneio.

Dos seis sobreviventes à queda do voo, três eram jogadores da Chape: o goleiro Jackson Follmann, o zagueiro Neto e o lateral Alan Ruschel. Todos eles seguem hospitalizados no Hospital San Vicente, em Medellín, e ainda não têm previsão de alta e nem de retorno ao Brasil.
Fonte: O tempo