TEM MUITO DE VOCÊ NO POUCO QUE EU TENHO

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Tem muito cheiro do teu corpo no meu guarda-roupa bagunçado, assim como tem muita roupa pra vestir sendo que só uso apenas cinco peças pra sair. Tem muito afeto teu no meu peito tão pequeno; não me importo de ficar todo apertado. Tem muita alegria tua pra retribuir com os meus poucos risos, então prefiro ficar aqui no meu canto só te observando. Por falar em observar, se o que eu sinto vendo o pôr-do-sol do Rio Madeira é paz, então ela já não cabe mais em mim.
Tem muito de você nos meus arquivos do Word ou no bloco de notas do meu celular, preciso de mais memória no computador e na cabeça; são tantos momentos bons que tenho medo de não conseguir guardar. Tenho um pouco de versos e algumas poesias que acabo não fazendo por conta do “deixa pra depois” – depois é nunca, né?!
Tem muito de você nos meus poemas, tenho até receio de ficar repetitivo, mas nunca me canso de te metaforizar pra mostrar que você fica lindo de todos os jeitos possíveis.
Tem muito de você no pouco que eu tenho. Me faço pouco pra te ter muito.