Há dias em que acordamos e tudo ao nosso redor parece um pouco cinza

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Há dias em que acordamos e tudo ao nosso redor parece um pouco cinza, meio morno, quase que sem cor. A gente pensa em mil possíveis coisas a serem feitas para que isso mude e para que aquele dia melhore, mas dentre todas essas coisas, nenhuma se mostra tão convidativa quanto a ideia de virar para o lado e continuar imerso em um buraco negro que, na maior parte dos casos, nós mesmos criamos. 

Mas está tudo bem em não querer levantar cedo e aproveitar o dia, em recusar convites pra sair ou mesmo em se sentir sozinho vez o outra, isso não é nenhum problema. Pelo contrário, isso é de tantas coisas que vemos por aí, uma das mais normais do mundo. E em dias cinzas como esse a cabeça fica vaga e como dizia minha avó: Mente vazia é templo do diabo. E então a gente começa a pensar sobre diferentes pessoas, momentos, situações, oportunidades perdidas. 

Até mesmo aquela camiseta que você deixou de comprar semana passada se torna motivo de problematização pessoal. Você pensa sobre seus defeitos, o rumo que sua vida está tomando e sobre todas as suas escolhas. Pensa nas aulas que estão pra voltar, na cidade que você odeia e nas saudades que moram no seu peito. A gente pensa sobre tudo e sempre quer achar respostas para todas as perguntas, mesmo quando lá no fundo, sabemos que algumas não só não carecem como também não possuem solução. 

Então qual o propósito nisso tudo? Qual a graça em demandar tempo e energia para coisas das quais não precisamos de nenhum entendimento? Por mais difícil que seja colocar isso em prática -e acreditem, melhor do que muitos, sei do que falo- o ensinamento mais valioso que podemos ter como guia é que dentre todas as maiores preciosidades, o tempo continua sendo a mais estimada. Que possamos aproveitá-lo de forma a não nos trazer nenhum arrependimento. Diferente do dinheiro, tempo não se junta, apenas se gasta.

Bruno Campos (via: brunocamppos)