Você passou por mim e como um furacão me fez do avesso.

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Você passou por mim e como um furacão me fez do avesso. Revirou meus conceitos e derrubou tijolo por tijolo do muro que eu construí ao meu redor. Você veio como uma bola de demolição e ao me quebrar em tantos pedaços eu pude me reconstruir em alguém melhor. Algumas coisas não requerem explicação muito menos entendimento, elas simplesmente acontecem. Cabe a nós, deixar que sigam seu curso. Eu nunca fui muito bom com sentimentos, confesso. Sempre fui um emaranhado dos mesmos, sem discernimento ou mesmo noção do quão forte e importante eles são. 

Sempre tive uma visão um tanto quanto singular e unilateral do amor, pois bem, eu tinha. Até que você surgiu e mudou isso dentro de mim. Acredito que nossas vidas são como grandes aeroportos e que as pessoas como inúmeras aeronaves. Você veio, sem pedir, você veio. Fez um pouso inusitado, quase que forçado pelos acasos da vida. Você ficou! Ficou tempo suficiente pra me ensinar que ao alçar seu voo você não estava desistindo, mas sendo a pessoa mais forte que eu já vi em toda minha vida. Você juntou forças e fez esse voo de emergência onde não havia lugar pra mais ninguém. Um voo só seu! E eu? Bem, eu fiquei ali, assistindo você decolar com um pesar enorme no peito mas com uma certeza de que você veio pra me ensinar. 

Me ensinar a ser alguém melhor. Me ensinar a enxergar em mim uma humanidade que eu desconhecia. Me fez engolir meu orgulho e pela primeira vez eu coloquei em primeiro plano alguém que não fosse eu. Mudou as órbitas dos meus planetas e fez com que eu enxergasse que o universo tem inúmeros outros astros no qual ele gira ao redor e que eu não sou o único dentre esses. Eu mudei e graças a tudo o que compartilhamos hoje eu posso dizer de peito cheio que eu sou diferente. Eu ainda tenho inúmeros defeitos, defeitos esses que me tiraram o que de melhor eu já conquistei. Mas nenhum, nenhum mesmo, consegue ser tão grande quanto o amor que vi nascer dentro de mim. E é justamente esse amor que permite que eu veja, mesmo que com os olhos cheios d’água, esses seu voar. Afinal, vivenciei na pele que amor não é simplesmente posse, não é simplesmente querer. 

Amor é ter como razão da própria felicidade, a felicidade do outro, mesmo que nessa felicidade não haja lugar pra você. Amor não é presença física, até porque a distância não significa nada, absolutamente nada. Amor é perseverança, é garra, é orgulho em ver o outro crescer. E eu vi! Vi você sair da sua concha e buscar no mundo uma vontade de não regressar pra onde havia partido. Vi você crescer aos poucos e ser capaz de despertar em mim sensações que eu desconhecia. E eu em momento nenhum desisti de nós, apenas entendi que meus erros não são assim capazes de serem esquecidos e que até que as feridas se fechem, eu só posso esperar. Esperar pelo dia em que o curso do seu voo voltará pra essa pista de número 10 que estará aqui, sempre aberta e sinalizada pra que você possa suavemente pousar. Não que haja tempo determinado pra isso, mas hoje eu entendo que quando é pra ser, acontece. Que não cabe a nós escolher, premeditar ou evitar. 

Nos cabe apenas o viver. Viver o momento e fazer dele o melhor que ele possa ser. Fazer com que ele tenha sido forte o suficiente a ponto de em alguma hora da vida, o regressar aconteça. Mas mesmo que isso não possa acontecer, as lembranças boas serão sempre o combustível pra que possamos seguir em frente, afinal, tudo isso foi o que de melhor eu já vivi. Hoje eu sei que amor tem nome, forma e endereço e sei que passe o tempo que passar e haja o que houver, você será sempre o meu melhor acaso.

Sobre o amor e algumas coisinhas a mais - Bruno Campos (via: brunocamppos)