MAS AÍ VOCÊ CHEGOU…

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A gente passa a existência inteira desejando a sensação de ser amado, o alvo dos pensamentos de alguém, e quando acontece, parece que pisou em outro planeta. É exatamente isso o que queremos. Uns usufruem da melhor forma possível, outros usam esses sentimentos da maneira que os convém, e há nós dois que aprendemos fazer perpetuar, tê-lo como se cada dia fosse a primeira vez.

Eu já nem lembro do que era querer sem ter, sabe? Mas acredito que dê para explicar da seguinte forma: placebo. Fui vivendo sem ter noção de que havia muito mais do que eu podia sentir, e é estranho porque eu nem sei onde cabe tanta coisa boa em mim.

As semanas se seguiam, assim como os meses e todo o resto, e era hoje parece tudo tão irritantemente simples. Mas aí você chegou e aquela coisa sem graça de passar os dias havia acabado, em tudo há vida. Nada mais era igual, e eu, que nunca fui amante de mudanças, passei a adorar cada detalhe.

Por sua causa eu vejo sons e ouço cores. Tudo é diferente de tudo e nada é igual a nada e eu sei que me apresentaria a você mil vezes se preciso fosse. Com você vou a mil lugares sem sair do quarto.

Eu aproveito tudo o que posso ter sem esperar que amanhã acabe; eu não espero por isso. Eu multiplico o que você me dá e devolvo e já que você faz de volta, não tem fim. E pausas? Também não.

Porque aprender a ser amado é tão bom quanto amar de volta, e se você souber cuidá-lo, esse sentimento pode te modificar na sua melhor versão.

Via: Diálogos de Boteco